• 1º de fevereiro de 2013
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UM ANO HUMANO

©Aude Guillet

Faz pouco tempo, um amigo japonês, ao retornar de Tokyo, nos contou que estes dias, pessoas proximas a ele tinham evitado desejarem-se um « feliz » ano novo, temendo que ele seja pior que o precedente em que todos tinham-se desejado « felicidade » .

Isto mostra bem até que ponto este desejo de « feliz ano » pode tornar-se ambiguo. Isto é para nós, muitas vezes, sinônimo de sucesso de todo gênero, ou ao menos ausência de catástrofes, de falta de trabalho, de doença, de miséria, de prisão, de desonra familiar...

De modo geral, desejar um « feliz ano » a alguém significa almejar para ele que se realize tudo que ele pode desejar: ter uma boa saude, um trabalho interessante, uma familia que lhe dê satisfação, suficientes bens para viver, a possibilidade de curtir viagens legais. Por outro lado significa também desejar que lhe seja poupada as catástrofes, as doenças, a falta de trabalho, os fracassos amorosos, a depressão...

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© Aude Guillet

A meu ver, um « ano feliz » é um ano que permite a cada um crescer no que é essencial à sua humanidade: na capacidade de maravilhar-se diante da realidade, na vontade de doar-se sem medida, de oferecer o seu sofrimento, de unir-se a Cristo...Um « ano feliz » será talvez um ano dificil, desgastante, até cruel, mas será um ano no qual teremos permanecidos de pé na esperança, fortes na fé, fiéis no amor. Um ano onde teremos aceito diminuir para deixar Deus crescer em nós.

A todos eu desejo um muito « feliz » ano! Um ano muito humano!

Thierry de Roucy, janeiro de 2013

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