• 24 de junho de 2011
pt_br

Dona Laurinha, Fazenda do Natal 2011

Entrevista

De onde você vem? Dona Laurinha: «Eu vim dum povoado perto de Castro Alves no interior da Bahia. Meus pais eram trabalhadores da roça. Fui para a cidade de Castro Alves com dez anos e trabalhei lá, aos treze vim para Salvador para trabalhar numa casa de família. Como Jacy, minha filha, eu tinha este espírito de aventura, querendo conhecer coisas novas. Depois, casei, trabalhei tanto e depois nasceram minhas crianças, Jacy que agora é permanente no Ponto Coração da Ucrânia...»

Como foi que você conheceu Pontos Coração ? «Minha filha Jacy foi lá com um grupo de jovens para um retiro de carnaval, mas eu conheci depois. O que me tocou mais foi o jeito de acolher das pessoas na fazenda. Neste lugar, as pessoas se encontram com Cristo.»

Como foi que você se comprometeu na Fazenda do Natal? «Em 2009, depois do compromisso de Jacy, fiquei um pouco doente e Pe Felipe me fez a proposta de ficar na fazenda e eu fui. Depois, Irmã Laetitia me perguntou se eu podia ajudar um mês na fazenda numa casa com as crianças que Cristiano tomava conta. Depois, pensei e decidi ficar. Bom, já faz quinze meses que estou na fazenda.»

JPEG - 64.2 KB
Diego e Dona Laurinha

Você pode falar de uma criança em particular? «Quem me toca mais é Didi. Ave Maria, Didi é uma benção para mim. Eu cuido da comida dele, da higiene. Fico muito com ele. A minha relação com Didi é muito profunda. Eu gosto também das outras crianças, mas Didi...»

Qual e o sentido da palavra “compaixão” para você? «Não é só de ter pena, mas se dar sem medida. é o gesto que Jesus tem na sua infinita bondade para aquelas pessoas doentes, pobres, é olhar o outro como alguém que precisa de você.»

Uma experiência de compaixão? «Com Daniel que é muito difícil, não tem limites. Ele precisa de alguém para ajudá-lo a melhorar, para ajudar com que os outros o vejam como alguém que precisa ser ajudado.»

Do lado da oração? «Esse encontro com Cristo dia a dia ajuda muito a gente a crescer. No início, eu achava muito difícil todo esse tempo rezando, mas agora me faz falta quando não tenho tempo para rezar.»

Você gosta de cozinhar, qual seu prato predileto?

«Gosto de fazer tudo: cozido, feijoada, lasanha... Mas o que eu gosto mais é de satisfazer aqueles que comem!»


Voltar para o início