Para que se expanda o fogo da compaixão…
Alguns antigos Amigos das crianças, ao terminar seus compromissos com Pontos Coração, quiseram continuar a viver, no âmago de suas obrigações profissionais e familiares, do espírito e da graça da Obra. A fraternidade São Maximiliano Kolbe nasceu desse desejo em 11 de novembro de 1997. Em seguida, ela cresceu e espalhou-se na França, na Suiça, na Belgica, na Argentina, no Peru, no El Salvador, nas Filippinas, no Brasil, no Canada. Esta fraternidade está aberta a todos aqueles que desejam viver deste carisma de compaixão.
Por quê uma fraternidade São Maximiliano Kolbe ?
Aquilo que, primeiramente, é comum aos membros da fraternidade é ter experimentado a compaixão de Deus. Quer seja através de uma experiência na missão Pontos Coração, quer em outra experiência ao serviço do Cristo, nós reconhecemos Deus em seu coração de compaixão junto aos mais pequenos. Este carisma, nós aprendemos a recebê-lo, nos deixando habitar pelos rostos dos nossos amigos e os carregando. Nosso bem comum é ter aprendido a sofrer também com os mais pobres dentre os pobres, os mais desprezados e de lhes ter expressado esta compaixão de Deus através da nossa carne. Em nosso retorno e a força da experiência vivida, a questão se impôs naturalmente : O que fazer para ir além ? O que fazer para ficar fiel ao Cristo, à Igreja, a Pontos Coração, aos nossos amigos das favelas que tanto nos ensinaram nos fazendo descobrir o sentido concreto do Evangelho ? Como transmitir e conservar este fogo que nos habitava e onde pressentimos a verdade ?

Testemunhos
Sophie fez esta escolha e testemunha assim desta compaixão : «M. A., jardineira aposentada de 82 anos, falava do seu aniversário que se aproximava, e da saudade de sua casa e do seu jardim. Eu lhe convidei para vir buscá-la um domingo ’à tarde em casa. As crianças preparam um bolo, escreveram um cartão de aniversário e nós fizemos a festa com ela. Que Alegria !»
Isabelle não procurou seu apostolado, ele veio a ela. Seus vizinhos e as pessoas do vilarejo lhe confiam seus segredos de família, as preocupações, os casos de rancores. Ela se faz disponível para escutá-los e tentar levar-lhes um esclarecimento.
Viver a compaixão é também, às vezes se sentir pequeno e pobre. Como Claire que, no trabalho, não podia testemunhar abertamente, devido a hostilidade da atmosfera. Ou como Sylvie, junto a sua vizinha de andar que regularmente lança provocações contra a Igreja, e que não pode senão continuar a estar presente.

