• 19 de junho de 2012
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A Cara do Pontos Coração: Marianne Devillers

1 - Porque você veio passar três meses conosco na Fazenda do Natal ?

Foi uma necessidade. Sempre tive o pressentimento que um dia ia viver uma missão “humanitária” junto às crianças. Sei que não se usa muito essa palavra referindo-se a Pontos Coração, nem mesmo eu costumo utilizá-la. Queria dizer, uma missão onde ficamos o mais perto possível do coração humano. O que eu desejava era tocar profundamente o sofrimento das pessoas, oferecer para elas uma amizade, ser o mais próxima possível a ponto de dar-lhes carinho e, quando me foi dito qual era a vocação da Fazenda do Natal, fui imediatamente atraída. Gosto de brincar como uma criança e estou certa que o sorriso ingênuo dela pode curar mais feridas que um discurso. Na verdade eu não saí por Jesus, mais volto com Ele.

2 - O que você entendeu da palavra “compaixão” depois de três meses na fazenda?

Talvez não tenha entendido nada da compaixão! Para mim, não tem distância entre aquele que sofre e aquele que vê as coisas do alto. Não tentamos esquecer o grito de dor que acabamos de ouvir. Vamos em busca desse sofrimento, batemos na porta dele: “oi de casa!” e entramos de mãos vazias mas com os braços abertos. E sentamos no mesmo nível daquele que nos fala, é uma verdadeira partilha. É impossível deixar de amar essa pessoa.

3- Tem alguém em especial com a qual você viveu uma verdadeira experiência de compaixão?

Três meses é pouco para viver uma verdadeira experiência. Entretanto, penso em Estefany. Eu não fui muita coisa para ela, talvez ela me achasse um pouco chata quando reclamava com ela no caminho da escola. Porém, durante esse longo caminho quando seguíamos silenciosas e apenas segurava a mão dela, eu a achava linda demais!

4- Finalmente, o que foi que mudou em você?

O que gostei é que Deus nos leva sempre a sermos honestos conosco, como um amigo que nos conhece perfeitamente desde tanto tempo, que nem dá para mentir. Então, o que mudou em mim é que eu não me contento mais com o superficial. No ritmo das orações, eu paro e me faço a pergunta: “será que estou sendo fiel ao que aprendi na fazenda? Então, tento de cuidar mais do outro com pequenos gestos aparentemente insignificantes, mas que fazem a diferença... E ai... estou feliz!


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